Antonio Francisco Neto


Antonio Francisco Neto

Instituto Biossocial:
Antes que muita gente imagine, vai ser sucesso

Ninguém melhor neste momento para falar sobre o Instituto Biossocial de Volta Redonda. O ex-prefeito Antônio Francisco Neto, hoje presidente da Companhia Estadual de Habitação, foi quem trouxe Munir Rafful para a cidade no início do seu governo. Já eram grandes amigos e se tornaram também grandes parceiros no desenvolvimento de muitos projetos em favor da população de Volta Redonda.
Quando a idéia do Instituto começou a ser discutida, Neto foi um dos primeiros a dar apoio e hoje faz questão de valorizar o trabalho e o empenho do médico Jair Nogueira, presidente da entidade.

DNA – A primeira edição do DNA faz uma homenagem a Munir Rafful, um dos idealizadores do Instituto Biossocial. Fale um pouquinho sobre ele, já que o senhor o trouxe para Volta Redonda e foram grandes amigos.

Neto – O Munir Rafful foi um cara muito especial. Daqueles que a gente diz que Deus fez e depois perdeu a fórmula. Não tem, não teve e não terá igual. Tinha um coração imenso. Dedicou sua vida toda a fazer o bem aos outros. Ele veio comigo para Volta Redonda, para me acompanhar durante meu governo, e ficou durante os oito anos em que estive à frente da prefeitura. Pra mim ele carrega todos os adjetivos, além de ter sido um dos maiores profissionais de saúde que este país já teve oportunidade de conhecer.

DNA – O senhor participou de alguma forma do processo de idealização do Instituto Biossocial?

Neto – Acompanhei tudo isso desde cedo e pude perceber o empenho das pessoas envolvidas em tornar este sonho realidade Além do Munir, quem sonhou e sempre acreditou no projeto do Instituto Biossocial foi o Jair Nogueira. O mérito é muito dele, uma pessoa campeã, que se preocupa com a saúde, não só no atendimento, mas na pesquisa, para buscar a melhoria na saúde a cada dia. O Instituto foi um objetivo perseguido pelo Jair, pelo Munir e pelo professor Carlos Augusto, da UFF. Estão todos de parabéns.

DNA – O governo municipal deu total apoio à realização desse projeto. Que importância o senhor vê na existência do Instituto em Volta Redonda?

Neto – É muito simples: salvar vidas. Esta é a importância que se deve dar para o Biossocial. Uma enorme conquista para a cidade e para a região. Uma iniciativa pioneira que deveria ser valorizada por todos.

DNA – Os institutos de pesquisa normalmente são custeados por órgãos dos mais variados segmentos. Como o senhor avalia o financiamento pelo poder público?

Neto – Por ser considerado um avanço para a nossa cidade, o poder público tem que estar junto, sempre. Acho também que todos deveriam ajudar. Estamos falando de vidas humanas, isso certamente vai fazer bem às pessoas. Por isso o poder público não só pode como deve ajudar, principalmente se dirigido por pessoas de bem, como o Jair Nogueira.

DNA – O que o senhor espera desta relação Instituto / população de Volta Redonda?

Neto – Antes que a gente possa imaginar, vai ser um sucesso total. Se o Munir ainda estivesse entre nós, garanto que estaria muito contente.